Exposição virtual “Lapsos, Aterros e Memórias”, de Marcelo Soares

A exposição virtual “Lapsos, Aterros e Memórias”, do fotógrafo Marcelo Soares,  apresenta reflexões sobre o encontro do mangue com a urbe na Zona Sul do Recife. A mostra virtual pode ser conferida pelo público a partir do dia 9 de abril e é realizada com apoio da Lei Aldir Blanc. As fotos e vídeos são frutos de um olhar às transformações da vida urbana naquela parte da cidade, com seus impactos ambientais, e também afetivo, permeado pelas memórias de uma infância vivida naquela região em meados da década de 1970.

SERVIÇO
Exposição fotográfica virtual “Lapsos, Aterros e Memórias”,
de Marcelo Soares
Visitação: A partir de 9 de abril de 2021 pelo site www.lapsosaterrosememorias.com.br

A EXPOSIÇÃO

Marcelo Soares organizou a narrativa da exposição em cinco salas virtuais: LapsosMurosAterrosMemórias e Além-muros. Em cada uma delas, o visitante encontra fotografias e vídeos com paisagens sonoras. No caso das fotos, o espectador pode escolher se apreciará as imagens e sons em conjunto ou de maneira separada, criando imagens a partir de suas próprias referências. A seguir, o fotógrafo comenta sobre elementos que norteiam a organização das obras na mostra virtual:

Lapsos, é o lugar das falhas, dos erros, das intercorrências dos tempos. Da hegemonia de uma solução rodoviária sobre os outros modais de locomoção. Do isolamento de comunidades do resto da cidade. Muros aborda o caráter do reordenamento urbano. Da retirada de espaços de lazer de comunidades preservadas a duras penas. Em Aterros, as sonoridades do território se mostram presentes. Os referenciais são revistos. A visão de dentro do território evidencia os impactos. É ali onde os dejetos e as águas pluviais escorrem até chegar à Bacia do Pina. Memórias faz submergir aquilo que foi aterrado não só em termos físicos, mas também de um modo de viver que já não mais existe no bairro. Das brincadeiras de criança sobre os manguezais, das garrafas com peixes-betas com suas cores verde-anil e vermelho, das brincadeiras com bonecos na beira do mangue que, por um descuido, acabaram seguindo o leito do rio. Dos esconde-escondes de quarteirões. Além-muros é o conjunto de imagens e sons que o citadino dentro do carro não consegue imaginar que existam. Que os muros da cidade impedem a população de ver, conhecer, entender, estudar e se relacionar”.

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