Claudia Andujar completa 90 anos de vida e 50 de luta pelos Yanomami

“Fotografar é o processo de descobrir o outro e, através do outro, a si mesmo”|📸 Claudia Andujar. Marcados (1981-1983)

“Nós, povos Yanomami e Ye’Kwana, reconhecemos o trabalho que a Claudia fez. Ela demonstrou compromisso e amor à população Yanomami,” diz Dário Kopenawa.

Por trás das lentes de sua câmera, Claudia Andujar encontrou seu compromisso de vida: lutar ao lado dos Yanomami. A fotógrafa completou 90 anos em junho, 50 deles ao lado e em parceria com os indígenas, levando seu rosto e suas causas para o mundo.

Para além das incríveis fotografias, Claudia foi a grande apoiadora do xamã Davi Kopenawa, antes mesmo de ele ser uma liderança mundialmente reconhecida. “Foi a primeira pessoa a levar o Davi para fora do Brasil e assim fortalecer a luta pela demarcação e homologação,” relembra o missionário Carlo Zacquini. Também foi um dos nomes por trás da Comissão pela Criação do Parque Yanomami (CCPY), posteriormente Comissão Pró-Yanomami, responsável por pressionar pela demarcação da Terra Indígena Yanomami, em 1992. “A história dela faz parte da história dos povos Yanomami e Ye’kwana”, afirma Dário.

À ela, toda nossa admiração e gratidão pela garra, coragem e beleza com as quais documentou e resistiu junto aos Yanomami! Com os indígenas acossados hoje pelo garimpo ilegal, doenças e violência, seu trabalho, tão essencial, tem que persistir.

Confira a homenagem completa à Claudia Andujar no ISA Instituto Sócio Ambiental. (Fonte: ISA Instituto Sócio Ambiental)

A exposição Claudia Andujar “A Luta Yanomami”, está em cartaz no Barbican Center em Londres, até final de agosto e depois segue para a Suiça, já tendo passado por Paris, Milão e Barcelona. (Fonte: Sergio Burgi IMS)

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